15 de mai. de 2016

Entrevista de Paulo de Tarso Carneiro a Demétrio Xavier, no Cantos do Sul da Terra

Entrevista de Paulo de Tarso Carneiro a Demétrio Xavier
https://www.mixcloud.com/Cultura1077/cantos-do-sul-da-terra-31032014/ ::Cantos do Sul da Terra - 31/03/2014 - FM Cultura

"E quem sabe essa busca
se resume
na procura de um quê,
algo estranho, insondável,
quem sabe um perfume. (...)
Tudo dó,
tudo dó,
tudo dó...
E em todo o país
repercute o tom
de uma nota só...
de uma nota só..."

Esse poeta mostrou sua inquietude também de formas menos líricas. Era Carlos Marighella. Recordamos hoje o Golpe Civil Militar de 31 de março/01 de abril de 1964. Conosco, no estúdio, Paulo de Tarso Carneiro, representando, como aquele poeta - e para não deixar de lado a alegoria da Bossa Nova - o imenso coro de desafinados que, ao longo de 50 anos, resistiu e venceu aquela nota de clarim que se quis impor.

Cantos do Sul da Terra, de segunda a sexta-feira, ao vivo, às 13h, na FM Cultura - 107.7 - www.fmcultura.com.br, em rede com a Rádio Federal FM 107,9 - UFPEL, de Pelotas.

5 de abr. de 2016

terça, 23h :: sociólogo Jessé Souza na TV Brasil

Nesta semana o ‪#‎EspaçoPúblico‬ recebe o sociólogo Jessé Souza, presidente do IPEA, para discutir conceitos, mitos e fatos sobre a desigualdade social no Brasil. Terça, 23h http://bit.ly/1RAeQZE



Espaço Público entrevista Jessé Souza

O sociólogo Jessé José Freire de Souza, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é o entrevistado desta terça-feira (5/4), do programa Espaço Público.

Estudioso das classes sociais, ele contesta a tese de que 40 milhões de brasileiros ascenderam à classe média nos últimos anos. Para Jessé, essa massa de cidadãos representa, na verdade, "uma nova classe trabalhadora precarizada, superexplorada".

Autor, como escritor e organizador, de mais de 20 livros, publicados em português, inglês e alemão, Jessé Souza lançou no ano passado "A tolice da inteligência brasileira". Na obra, ele também nega que o Brasil tenha uma classe alta. Na opinião do sociólogo, existe no país uma "classe de endinheirados". O presidente do Ipea divide as classes sociais brasileiras entre ralé, batalhadores e ricos. E considera a desigualdade mais grave que a corrupção.

Estudo feito a partir do Imposto de Renda de 2007 a 2013 mostra que o topo da pirâmide social brasileira é composta por cerca de 71 mil super-ricos. Eles representam 0,05% da população adulta do país. E são beneficiados por isenções de impostos sobre lucros e dividendos. Entre os 34 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esse privilégio tributário apenas foi verificado no Brasil e na Estônia.

No Espaço Público, Jessé Souza, que também é professor titular de ciência política da Universidade Federal Fluminense (UFF), vai comentar essas disparidades e a conjuntura nacional. O sociólogo é natural de Natal, a capital do Rio Grande do Norte. Graduado em direito pela Universidade de Brasília, fez mestrado na própria UnB. É, ainda, doutor em sociologia pela Karl Ruprecht Universität Heidelberg (Alemanha) e pós-doutorado em filosofia e psicanálise pela New School for Social Research, de Nova York, possuindo, ainda, o título de livre docência em sociologia pela Universität Flensburg (Alemanha).

Transmitido pela TV Brasil toda terça-feira, às 23h, o programa Espaço Público é apresentado pelo jornalista Paulo Moreira Leite, com a participação do também jornalista Florestan Fernandes Júnior. Na entrevista com Jessé Souza, compõe a mesa, ainda, a jornalista e socióloga Mana Coelho.

http://tvbrasil.ebc.com.br/espacopublico/episodio/espaco-publico-entrevista-jesse-souza 

4 de abr. de 2016

Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos divulga manifesto pela democracia, legalidade e direitos humanos

Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos divulga manifesto pela democracia, legalidade e direitos humanos

O Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, instância colegiada de natureza consultiva, vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres divulgou nesta quinta-feira (31) manifesto pela democracia, pela legalidade e pelos direitos humanos.

O grupo está reunido desde quarta-feira (30), em Brasília (DF). Na ocasião a Undime está representada pela presidenta da Undime Região Nordeste e presidenta da Undime Bahia, a Dirigente Municipal de Educação de Serrinha (BA), Gelcivânia Mota. Essa é a primeira 1ª reunião ordinária do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos Biênio 2016-2017.

Confira abaixo o manifesto:

Manifesto pela democracia, pela legalidade e pelos direitos humanos

O Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, instância colegiada de natureza consultiva, vinculada à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, que tem como principal atribuição contribuir para a consolidação da Política Nacional de Educação em Direitos Humanos, vem a público manifestar severa preocupação com o contexto político brasileiro e conclamar a todos e a todas à luta em defesa do Estado Democrático de Direito e dos Direitos Humanos.

Dos poderes da República, o Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos espera a preservação da legalidade, como condição máxima das garantias e direitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988 e nos instrumentos internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é parte.

O Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos pede à sociedade brasileira respeito e não-violência nas manifestações, compreendendo que o debate público entre opiniões divergentes é inerente à prática cidadã e democrática.

O Comitê se posiciona em defesa da democracia, da legalidade, dos direitos humanos e da estabilidade política no Brasil, que têm garantido direitos individuais e coletivos, a partir da Constituição Federal de 1988.

Neste momento de tensão em que vive a sociedade brasileira, este Comitê reafirma a centralidade da educação em direitos humanos para a consolidação dos valores democráticos no País.

Não há Democracia sem Educação em Direitos Humanos.
Não há Direitos Humanos sem Democracia.

Brasília, 31 de março de 2016.
Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos

Clique aqui para acessar a nota em formato pdf - https://undime.org.br/uploads/documentos/phpZEE6yV_56fd74ed6f15d.pdf.


Fonte: https://undime.org.br/noticia/31-03-2016-16-06-comite-nacional-de-educacao-em-direitos-humanos-divulga-manifesto-pela-democracia-legalidade-e-direitos-humanos

1 de abr. de 2016

neste sábado, em Caxias!


Bem viver – perspectivas de uma utopia concreta

com o professor*

Carlos Roberto Winckler

2 de abril de 2016 | sábado

8h30 às 15h

Centro Diocesano de Formação Pastoral

(Rua Emilio Ataliba Finger 685 - Bairro Colina Sorriso - Caxias do Sul – RS)

* Prof. Dr. Carlos Roberto Winckler é formado em Letras, Direito, Mestre em Sociologia UFRGS, Trabalhou na PUC, e na Fundação de Economia e Estatística como pesquisador. É professor de Sociologia na UCS há 28 anos.

Vagas limitadas

Investimento: R$ 35 (valor inclui almoço)

Inscrições: Enviar mensagem para o endereço eletrònico: fepoliticaetrabalho@gmail.com


10 de mar. de 2016

V Conferência Estadual de Direitos Humanos

V Conferência Estadual de Direitos Humanos


Nos dias 11 e 12 de março, sexta e sábado, será realizada a V Conferência Estadual de Direitos Humanos, no Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa-RS.


Durante o último período foram organizadas Conferências Preparatórias, municipais, regionais e com temáticas livres, abordando assim, as mais diversas formas de promoção e diálogos entre trabalhadores em prol dos direitos humanos.


A Conferência Estadual ganha o lema "direitos humanos para todos e todas: democracia, justiça e igualdade" e tem por objetivo acumular subsídios para a elaboração do Programa Estadual de Direitos Humanos, previsto para ser elaborado nos termos da Lei 14.481/2014.


A abertura, na sexta à noite, contará com a presença de José Geraldo de Souza Jr, ex-reitor da Universidade de Brasília, jurista e pesquisador, um dos fundadores do projeto Direito Achado na Rua.


Segue a programação completa, maiores informações, com o Conselho Estadual de Direitos Humanos CEDH/RS pelos fones 54 9175.6042 (presidente Paulo César Carbonari) e 51 9624.7438 (vice presidente Beatriz Lang) e  51 9749.3585 (Júlio Alt da Comissão de Mobilização da Conferência), ou através do blog - http://cedhrs.blogspot.com.br/.

   

PROGRAM

DIA 11 DE MARÇO – SEXTA FEIRA

15:00 - Abertura do Credenciamento (Assembleia Legislativa)

18:00 – Abertura (com autoridades e apresentação artística)

19:00 – Mesa de Abertura (com Dr. José Geraldo de Sousa Jr, UnB)

21:00 – Plenária de Aprovação do Regimento

22:00 – Encerramento do primeiro dia


DIA 12 DE MARÇO – SÁBADO

08:30 – Motivação Inicial (apresentação artística) e Orientação para grupos

09:00 – Trabalho em Grupos por Eixo

11:00 – Encerramento do Credenciamento

12:30 – Almoço

13:30 – Plenária Temática Final

16:30 – Plenária de Escolha de Delegados/as

17:30 – Dinâmica de Encerramento

18:00 – Encerramento dos Trabalhos


OBSERVAÇÕES

1. Todas as atividades serão realizadas na Assembleia Legislativa Gaúcha (Auditório Dante Barone e Salas das Comissões).

2. A conferência é aberta à participação de qualquer cidadão/ã que queira acompanhar seus trabalhos.

3. Todos/as os/as participantes serão credenciados/as na condição de DELEGADO/A [quem participou e assinou lista de presença em alguma das conferências preparatórias [livre, regional ou municipal] realizadas; CONVIDADO [quem não tenha participado ou não tenha assinado lista de presença de conferência preparatória]

4. O CREDENCIAMENTO será das 15:00 de 11/03/2016 às 11:00 de 12/03/2016 no saguão de entrada na Assembleia Legislativa Gaúcha.

Mais Informações http://cedhrs.blogspot.com.br/p/inicio.html

25 de jan. de 2016

A versão e os fatos

25/jan./2016, 7h53min

A versão e os fatos (por Marino Boeira)

Um dos casos onde a versão, mesmo falsa, é mais aceita do que a realidade dos fatos é a questão da Palestina. Há muitos anos, os grandes veículos da mídia vendem a ideia de que Israel é um pequeno Estado, ameaçado permanentemente por árabes hostis, interessados apenas em destruir uma bem sucedida experiência de desenvolvimento social e econômico em terras antes pouco aproveitadas.

Essa versão se transformou em dogma e quem tentar levantar argumentos contrários a ela é imediatamente taxado de antissemita e, como tal, tem seus argumentos – ainda que bem fundamentados – totalmente desprezados.

Mesmo um historiador e professor universitário como Norman Gary Finkelstein, um judeu americano, especializado na história de Israel, sofre este tipo de discriminação. Em 2008, vindo de Amsterdam, ele foi impedido de entrar em Israel por suas posições, consideradas pelo governo de Israel como antissemitas, manifestadas nos vários livros que escreveu e proibido durante de 10 anos de entrar no país.

Isso, que Finkelstein é filho de pai e mãe judeus, sobreviventes do Holocausto. Sua mãe, Maryla Husyt Finkelstein, filha de um judeu ortodoxo, sobreviveu ao gueto de Varsóvia, ao campo de concentração de Majdanek e a dois campos de trabalhos forçados, além de ter perdido toda a sua família durante a Segunda Guerra Mundial. O pai de Norman, Zacharias Finkelstein, também foi um sobrevivente, tanto do gueto quanto do campo de concentração de Auschwitz.

Mas, o que diz, por exemplo, Finkelstein, em um dos seus livros mais conhecidos: "Israel – Palestina – Imagem e realidade do conflito" – que cobre o período de 1947 a 2002, quando da invasão do sul do Líbano por Israel. (Quem estiver interessado em conhecer este último evento não deve deixar de ler Pobre Nação, do inglês Robert Fisk):

1) Que, quando da repartição da Palestina pela ONU em 1947, os judeus receberam 60 por cento das terras – coincidentemente as melhores para a agricultura porque tinham mais água (vital na região) –, embora a população se dividisse em 1 milhão e 300 mil árabes e 600 mil judeus.

2) Que, mesmo na área destinada à Israel pela partilha, a população árabe era praticamente a mesma dos judeus.

3) Que, embora tendo aceito a partilha, o governo judeu sempre planejou ocupar toda a Palestina, porque um estado judeu, do Jordão ao Mediterrâneo, sempre foi um ponto de honra na versão sionista.

4) Que Israel aproveitou a guerra de 1948 para expulsar pela força os palestinos que viviam em terras que formariam, segundo a ONU, o Estado de Israel, tomando suas casas e terras sem qualquer indenização.

5) Que, em 1958, Israel desenvolveu uma guerra de conquista contra o Egito para ocupar a área do Sinai, com apoio da Inglaterra e da França, e só recuou porque perdeu apoio americano e pela ameaça de intervenção da União Soviética.

6) Que, nos anos seguintes, realizou operações de conquistas em áreas pertencentes a Síria e a Jordânia, ocupando terras que destinou a formação de colônias agrícolas para os judeus.

7) Que, em 1967, com apoio norte-americano, iniciou um ataque de surpresa contra o Egito, ocupando áreas de Gaza e do Sinai, com a desculpa de neutralizar a liderança que Gamal Abdel Nasser começava a desenvolver entre os árabes. O histórico dirigente judeu Bem Gurion, temia que Nassar pudesse se transformar num novo Ataturk, o homem que moldou a Turquia moderna e secular.

8) Que, entre 67 e 73, Israel desconsiderou todas as ações da ONU (a famosa resolução 142) no sentido de devolver as áreas conquistadas militarmente do Egito e da Jordânia, levando os árabes a iniciar uma guerra pela reconquista de suas terras.

9) Que Israel nunca pôs em prática os acordos de paz de Oslo que garantiriam o surgimento de um Estado Palestino na área originalmente definida pela ONU e a solução do problema dos refugiados palestinos expulsos de suas terras.

10) Finalmente, o mais importante que diz Finkelstein, amparado em documentos originários de fontes israelenses, é que a política externa de Israel, independentemente de qual fosse seu governo, sempre teve como meta reconstruir a geografia de Israel inspirada nos discutíveis relatos bíblicos sobre a sua extensão original, mesmo que para isso tivesse que tomar as terras secularmente em mãos dos árabes. Para isso, seus líderes seguiram duas tendências: a primeira foi de expulsar os palestinos de suas terras com uma política de transferências forçadas, numa espécie de limpeza étnica. Mais tarde, quando essa prática foi condenada por quase todo o mundo, optaram pelo modelo sul africano do apartheid. Ou seja, aceitaram, ainda que com restrições, a existência de regiões fragmentadas que ficariam sob o comando de uma fragilizada Autoridade Palestina, lembrando os antigos bantustões da África do Sul.

.oOo.

Marino Boeira é professor universitário

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15 de jan. de 2016

Vem, que tu vai ver...


Síntese do Programa:

~ Transformações socioeconômicas e ético-culturais

~ Projetos de nação

~ Prática transformadora

~ Mídia, educação e cidadania

~ Bioética. Cuidado com a vida. Biopoder. Saúde pública. Ética planetária.

~ Sociedade sem exclusão

~ Sociedade sustentável

~ Mundo do trabalho

~ Economia solidária

~ Democracia e participação

~ Questões de gênero e minorias

~ Espiritualidade libertadora

 

Programa completo em https://goo.gl/GOn8Cp

Inscrições: Curso completo (mais em conta): até 14/03/2016. Etapas isoladas: até a semana de cada uma, dependendo da disponibilidade de vagas.

Horário: Sábado manhã e tarde + domingo manhã

Investimento: Curso completo: R$ 60 por etapa. Etapas isoladas: R$ 80 por etapa

Mais informações: https://goo.gl/GOn8Cp

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(54) 3211-5032


Em cada diferença, a igualdade

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